“Em vez de fazerem como os bancos, que cerraram fileiras e recrutaram batalhões de lobistas para esmagar os dissidentes, deviam garantir que os seus produtos continuam a responder às necessidades dos clientes. Os desafios colocados pelos novos concorrentes e inovações funcionam como um estímulo para as tecnológicas – ao contrário dos oligopólios bancários – continuarem a surpreender e a aperfeiçoar-se. Apesar disso, a tentação de explorar os utilizadores (para obter dados pessoais, por exemplo) ou de pensar que “estão no papo” é grande.
Resumindo, também devem partilhar a sua riqueza e reagir o quanto antes mal se apercebam de eventuais excessos. Alguns fundadores-bilionários, depois de suarem as estopinhas para construir a sua tecnológica, podem dizer, com toda a legitimidade, que não têm qualquer obrigação de canalizar os seus lucros para boas causas. (Outros, como Ellison, prometeram doar grande parte da sua fortuna a instituições de caridade). Mas a revolta populista contra bancos e banqueiros era, e é, em parte alimentada pela inveja. Faz sentido não agravar as coisas.”









